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16 de dez. de 2011

Hora do joguinho gratuito!

Ok, é sexta, você tá torcendo pro dia acabar logo pra voltar pra casa jogar videogame ou até mesmo sair pra encher a cara, mas o tempo não passa.

Então é hora de mais um joguinho gratuito pro seu dia voar!


Light Apprentice ainda está em fase de testes, mas olha, já dá pra gastar umas boas horas quebrando um pouco a cabeça nele. 
Basicamente ele é um RPG de estratégia, onde as suas ações, o número de ataques, a disponibilidade de algumas magias, depende do resultado de um dado que você rola antes do turno de cada personagem. 

A princípio parece bem simples, mas com o tempo você pode evoluir suas armas, ficar mais forte, o blablabla de sempre de todo RPG. E o visual é bem trabalhado, não costuma ser devagar e flui super bem. De dor de cabeça, talvez só pra armar estratégias mesmo.

Não convencido ainda? Saca só o trailerzinho:



Nossa! E ainda por cima tem HQ bonitinha disponível pra Iphone e Android! Preview aqui (tem que pagar pra ler tudo...) 

12 de dez. de 2011

Batman!


Sem mais.

8 de dez. de 2011

Quadrinhos versão paperback

Paperback é um termo usado para definir tanto o tipo de encadernação de um livro, no caso brochura, como também é usado para designar aqueles livros de bolso que geralmente são mais baratos que suas contrapartes em capa dura e as vezes quadrinhos.

Aproveitando a estética das capas deste tipo de publicação, o designer inglês conhecido por Fonografics criou uma série de ilustrações bem interessantes, as vezes utilizando de minimalismo as vezes brincando com o processo de impressão e transformando comics famosas em livros de bolso! E para reforçar a idéia encheu as imagens de ruídos simulando os desgastes que estes livros demonstram com o uso:

 

 

 

 

 

Legal né? Se quiserem conferir outros trabalhos (muito bons por sinal), aqui está a galeria completa!
Gostaram? Deixem suas opiniões aqui nos comentários e até mais!

6 de dez. de 2011

Avengers assemble!

Muito legal aquelas ilustrações com equipes de super-heróis que os retratam de maneira dinâmica, exaltando suas qualidades como bravura, liderança e força. Onde cada um contribui para formar a imagem de uma grande equipe, como esta imagem de divulgação do filme Os Vingadores (The Avengers) que vem por aí:


Mas e os homens do grupo fossem desenhados fazendo as mesmas poses que as mulheres nas histórias em quadrinhos? (cortesia de Kevin Bolk)

notem que a Viúva Negra está fazendo uma pose "masculina"

Polêmica?
Esse é mais um post do movimento MQP (para um WTF em português)

(fonte Cracked)

5 de dez. de 2011

Vai uma webcomic aí?

Ok, voltando depois de um tempo e não vou falar de uma webcomic, vou falar aqui de Quase Nada!
São tiras publicadas semanalmente no jornal pela dupla Fabio Moon e Gabriel Bá, conhecidos por trabalhos como 10 Pãezinhos e Daytripper, e qua após um tempo eles também colocam em seu blog.
Geralmente com temas subjetivos e uma arte muito boa, é uma leitura interessante e recomendação deste blog nesta semana!













E então, curtiu alguma dessas? Aqui tem muito mais!
Até a próxima.


UPDATE


E aqui uma pequena trollagem/homenagem do Pedro Cobiaco no seu blog para os irmãos Moon e Bá: Quase Nada

23 de nov. de 2011

Vai Pela Capa

Nessa semana passada teve SWU, Ladytron, Ok Go e Hatchets. Ler gibi só se fosse na lama de Paulínia, ou na caravana pra acompanhar o Ok Go. Bora compensar o atraso! Hoje tem novelão mutante, lama radioativa e o porque um apocalipse zumbi jamais ia dar certo. SPOILERS a todo momento!



UNCANNY X-FORCE #17

O que promete: a versão porn sado-masô da Família Adams

O que acontece: Você sabe qual a receita pronta de sucesso de um bom gibi dos X-Men? Rick Remender sabe.

Traições, universos alternativos e flashbacks, claro, como toda clássica história dos mutantes. Mas tem mais. Remender psicografa seu Chris Claremont interior nesse gibi, e desenvolve toda uma intriga emocional fincada em cima de um dos principais motivos que tornaram os X-Men no fenômeno que são hoje: o NOVELÃO.


Enquanto a X-Force - o time black ops que o Wolverine arranjou como desculpa pra realmente usar as garras de adamantium - enfrenta o Arcanjo, finalmente dominado pela influência de Apocalypse, Remender reinventa o famosos triângulo amoroso mutante.


Dessa vez, ao invés do eterno Ciclope, Jean Grey e Wolverine, temos uma Psylocke lutando com seus sentimentos pelo Arcanjo possuído, enquanto é seduzida por Fantomex - um Gambit, só que mais francês.


A arte de Opena é absurda, realista e fantástica ao mesmo tempo, dá veracidade à ação e drama de Remender, que pega tudo que você sempre curtiu nos mutantes, mas entrega com muito mais poder e velocidade. Eu não sou adepto dessa ideia onde "mais realista = mais violento", mas aqui, na natureza desse gibi, fica a sensação de que tudo pode acontecer.


BATMAN and ROBIN #3

O que promete: Quero ver o Cirque du Soleil superar essa.

O que acontece: Eu me reservo o direito de não fazer trocadilho com "dupla-dinâmica" e "dinâmica familiar".

Mas é o que acontece. Aqui, o Batman pode enfrentar o vilão que for - e sim, pela primeira vez em muito tempo, esse novo vilão parece realmente interessante - mas o destaque vai entregue na bandeja pro desenvolvimento do seu relacionamento com o novo Robin, Damien Wayne, seu filho.

Calma, não todo. Reserva ai uma parcela considerável de atenção pra arte do Patrick Gleason, que retrata com absurda flúidez os movimentos ágeis dos personagens em cenas de luta que explodem como se estivessem no telão do cinema.



Gleason, notóriamente conhecido pelo seus anos passados em escalas cósmicas no gibi da Green Lantern Corps, tem aqui a chance de mostrar a sua versatilidade no roteiro urbano de Peter Tomasi, também conhecido pelo gibi da Tropa, o qual conduz até hoje. Tomasi retrata um Bruce Wayne que, tão acostumado a ter todas as respostas, agora se pega sem saber como criar Damien, domar a fúria que toma conta do moleque. Alfred também tem destaque como um imprescindível meio termo unindo as duas partes, mais do que o coadjuvante eternamente cobrando a lateral nos gibis do morcego.


É um gibi mais curto, com apenas 20 páginas, então fica essa sensação de que tudo acaba rápido demais. Mas seja lá o que Gleason e Tomasi estejam tomando, eles bem que podiam repartir com o resto do reboot DC.


WALKING DEAD #91



O que promete: Um gibi de zumbi sem um zumbi na capa.

O que acontece: Na moral, eu não gosto de zumbis.

Não curto, não acho interessante, não acho original, não tem nada que me pareça válido na idéia, e acho mais emocionante ver grama crescendo do que acompanhar um Zombie Walk.

Se você parar pra pensar, a ideia de um apocalipse zumbi é talvez a mais imbecil ever. O zumbi, enquanto espécie, é formatado pra fracassar. A principal forma de reprodução do zumbi não só é a sua única fonte de alimento como também é seu maior predador. É como se você precisasse sair na mão com um LEÃO toda vez que quisesse fazer um sexo ou mandar um X-Bacon. Ok, é pior, é como se você tivesse que sair na mão com um leão ARMADO.

E convenhamos, por pior que esteja a balada ali na Augusta ou por mais sujo que seja o 'bar & lanches', a raça humana sobrevive.

Porque que eu me pego lendo Walking Dead então?



Fale o que quiser, fale que o gibi é sobre zumbis, fale que é sobre o apocalipse. Se engane. Esse gibi é sobre relações humanas. São um grupo de pessoas, reais, frente um destino horrível, tentando sobreviver e se relacionar e tocar suas vidas, num constante ciclo de traumas.

O seriado não pegou o jeito e cada episódio é pior e mais novelão que o outro, mas aqui, há 91 edições, Robert Kirkman consegue entregar a única coisa que promete, o coração desse gibi.


Ah, e carnificina. Quem não gosta de carnificina?


MUDMAN #1


O que promete: Jovem, nerd, é picado por lama radioativa.

O que acontece: Talvez o seu próximo super herói favorito.

Realidade fantástica, eu curto. Tenho ânsia de quando o gibi se define "realista" ou "mais pé no chão", porque, na moral, se eu quiser realismo e pé no chão, eu vou ler jornal. O que me interessa aqui é o quão fundo um roteirista consegue ir na fantasia, e usar isso como metáfora pra algo que todo mundo consegue se identificar. É ai que mora a verdadeira genialidade.

Dai você tem Paul Girst, já conhecido pelo seu trampo criando o absurdo, e nada menos que cult, Jack Staff.


Paul Girst não te deixa esquecer que entende perfeitamente do que está fazendo. Mudman começa com uma carta aberta ao leitor, onde Paul promete que ler esse gibi será como era acompanhar um seriado. Ao contrário de comprar o box de DVDs e assistir um atras do outro, mas sim quando se tinham episódios incríveis com esse tempo entre eles. Esse tempo onde você assistia, revia, e esperava por mais.

Aqui, somos rapidamente apresentados a Owen Craig, adolescente nerd que esbarra em condições misteriosas e acaba ganhando poderes. Longe de ser mastigado e entregue pro leitor, aqui você compartilha a confusão que o personagem sente por não saber o que está acontecendo, ou de onde exatamente vieram esses poderes.


O roteiro é inteligente e original, chega a parecer uma sitcom, e o estilo da arte mais puxada pro cartunesco, já faz com que você não leve nada tão a sério.

Na capa do gibi, Grist se refere ao herói como "your new favourite superhero comic". Não sei se vou concordar com isso já, mas com certeza vou estar aqui mês que vem pra descobrir.

14 de nov. de 2011

Vai uma webcomic aí? (NSFW)

Opa! Você leu bem, vamos falar de uma webcomic que não é muito segura para ler no trabalho (espera aí, você anda lendo webcomics no trabalho?)


Escrita e desenhado por Trudy CooperOglaf é uma série de histórias com um tema bem nerd: fantasia medieval. Com um estilo de desenho muito bom e algumas piadinhas picantes, vale a pena a leitura. Geralmente as histórias duram apenas uma pagina, como estas que eu coloquei aqui, mas algumas podem se esticar um pouco mais, sendo que o primeiro arco durou oito.


Espero que achem interessante como eu achei, até a próxima!

8 de nov. de 2011

Vai Pela Capa

Mais uma semana de Vai Pela Capa, mais uma semana do que tem de melhor e pior saindo nas bancas lá fora. Muita complexidade quântica, anabolizantes, Megazords de carne e mais uma origem pro Superman. CUIDADO! Certeza que vão rolar SPOILERS!


ACTION COMICS #3


O que promete: Essa galera da USP tá foda hein.

O que acontece: Eu já perdi a conta de quantas vezes a origem do Superman foi recontada nesses últimos dez anos. Só de cabeça eu lembro de umas cinco. Não por menos, a definitiva continua sendo a do Grant Morrison.

Aqui o Morrison tem a chance de entrar em detalhes, e Krypton ganha vida mais uma vez, com muito mais personalidade do que de costume. Aqui você tem o contraste puro de uma sociedade evoluída, tecnologicamente avançada, com um design perfeito saído das mãos de Gene Ha, contrastando diretamente com uma Metrópolis mais suja, poluída, e crua por Rags Morales.

Esse contraste ajuda a determinar o que tem sido o ponto forte desse gibi, os personagens. Dos secundários que não são levados a sério fazem anos, ao próprio Clark Kent, que pela primeira vez em muito tempo ganha uma personalidade mais condizente com o mundo hoje, perdendo a apatia e.. ok, na moral, o Clark finalmente deixou de ser um cabação. Basicamente em três edições, o Morrison cuspiu em dez anos de
Smallville.



Cospe também em uma das instituições da origem do Superman, que é enfiar o Metallo em toda e qualquer necessidade de um vilão bucha. Talvez pra compensar o clichê de botar a mídia contra o herói, o bullying que o Homem Aranha sofre a décadas, aqui, o oficial John Corben, numa tentativa de chamar a atenção da Lois, se enfia no projeto Metallo, mas acaba sofrendo a possessão alienígena da invasão de Brainiac.



Essa foi talvez a minha edição preferida até então. É Morrison, com excelentes artistas ao seu dispor, brincando com uma das mitologias mais ricas da cultura pop. Incrível ver que um dos melhores gibis na banca hoje tem esse S na capa.


ANIMAL MAN #3


O que promete: É fácil empilhar robôs, quero ver fazer um Megazord de VERDADE.

O que acontece: Esse gibi é nojento.

Nojento num nível de tensão que me lembra filmes bons de horror, lembra Alien, lembra os episódios bizarros de Arquivo X. Não tem como, é abrir as primeiras páginas pra se ter essa sensação de como Jeff Lemire e Travel Foreman conseguem trazer os concept designs mais inspirados e medonhos no mercado hoje.

Nessa edição, o Animal Man e a sua filha Maxine encontram o mundo dos Totems, um plano metafísico onde todas as formas animais se encontram. Eles chegam bem a tempo desse plano ser também atacado pelos Hunters Three. Dois deles, já que um terceiro resolve acabar com a família do herói. Aqui, ele acaba descobrindo mais sobre a sua verdadeira origem e a parte mais interessante é que talvez ela esteja ligada à Fonte, conceito do saudoso
Jack Kirby.

Profecias reveladas, carne humana se contorcendo, animais mortos como bichinhos de estimação, como não amar?


Ação e horror são gêneros difíceis de combinar, mas aqui, Lemire e Foreman conseguem juntar os dois em um gibi que você não vai conseguir deixar de lado.


THE STRANGE TALENT OF LUTHER STRODE #2

O que promete: Talvez a melhor ideia jamais aproveitada pra uma campanha vegan.

O que acontece: Tem algo muito errado nesse gibi e isso é muito bom. Duas edições e você já sabe que os criadores Justin Jordan e Tradd Moore são nomes pra se ficar de olho.

Luther Strode é esse cara magrelo, nerdão da escola, que até ontem morava com a mãe e os seus ataques de pânico. Sem namorada, sem amigos.. fora Pete, talvez o único ser humano mais virgem que Luther, se é que isso é possível. Basicamente o default de 11 em cada 10 novos gibis.

Luther então resolve aprender uma técnica milagrosa anunciada no verso de um gibi, pra finalmente vingar todo o bullying que sofre, e proteger a sua mãe.
Anabolizantes, basicamente.

Amoral? Anti-ético? Não reclama, o Capitão América chapava de bomba desde os anos 40 e ninguém reclamou. Ninguém nunca se deu conta porque o Steve Rogers tem uma das vidas românticas mais sem sal dos quadrinhos? O soro do Super Soldado derruba o Hitler mas não levanta a bandeira, amigo.
Mas tudo bem, porque pro Luther aqui, meio que funciona. Ele coloca o valentão no hospital, e começa a se dar bem com as garotas, fica boladão sem a ameaça da impotência imediata. Único porém é esse efeito colateral, essa súbita vontade de matar todo mundo, o dom de ver através da pele das pessoas. Um raio-x que para nos músculos. Motivador suficiente pra dieta que vai acompanhar essa técnica milagrosa.

Podia ser mais um gibi insosso onde o nerd vira herói? Podia. Mas tem tanto músculo, sangue, nojentice, maluquice e diversão, que não da nem pra perceber.


INFINITE VACATION #3
O que promete: Cara, qualquer gibi com um FÉRIAS INFINITAS estampado na capa, merece a minha atenção.

O que acontece: Quando eu era pequeno e peguei
Crise nas Infinitas Terras pela primeira vez, naquele monte de conceitos sobre multiversos e realidades paralelas, eu terminei o gibi sabendo que tinha aprendido algo incrivelmente foda, mas sem saber explicar exatamente o que. Infinite Vacation #3 faz o mesmo aqui.

Em parte porque essa edição saiu com um atraso de quase seis meses, já não lembrava mais das duas primeiras edições, cai de paraquedas nessa teoria da conspiração que mistura religião, mecânica quântica, o sentido da vida, o
gato de Schrodinger e um serial killer fodendo versões dele mesmo de universos paralelos.

Crise nas Infinitas Terras, mais hipster e NSFW.

Aqui, Mark é só mais um alguém levando uma vida medíocre, com um app no seu iPhone que permite o básico pra se aguentar a pressão do dia a dia: férias em universos paralelos. Porque não viver a vida em um mundo onde você resolveu tocar o foda-se e virar hippie? Passar uns dias se divertindo no flat em Vegas nesse mundo onde você é um bilionário é mais a sua cara? Aqui você pode.

Porém tudo dá errado quando Mark repara que alguém está pulando universos, matando (assassinando? suicidando?) os 'Marks' de outras terras.

Nick Spencer escreve isso somando teorias e explicações metafísicas, enquanto Christian Ward entrega talvez um dos gibis mais artisticamente criativos no mercado hoje.
Você pode se interessar pelo sci-fi cerebral ou se atrair pela pop art pura, mas uma coisa é fato: esse gibi vai te fazer pensar.