Vi no Protocolo Nerd um vídeo de uma japonesa chamada Mika explicando o triângulo amoroso em Star Wars, e achei muito engraçado.
Aí resolvi procurar outros vídeos dela, e olha só, ela faz resumos de filmes, sempre entrecortadas com alguns desenhos simples, acompanhando a narração dela (que se engana várias vezes com algumas palavras e a "animação" se corrige junto, é hilário).
O bacana aqui é que ela não sabe falar bem inglês, então, Inception por exemplo, fica muito mais confuso do que o próprio filme! Ah, lembrando que se você não viu algum desses filmes, cuidado que podem conter SPOILERS.
Na real descobri faz pouco tempo que esse título foi lançado na PSN, mas essa resenha vou fazer sobre a versão do PSX.
(é cliché, eu sei)
Vagrant Story foi desenvolvido pela Squaresoft e lançado no ano de 2000 e é um dos melhores jogos já laçados pela empresa. Sério! Ainda na era 32 bits esse jogo possuía gráficos maravilhosos, com muito detalhes e texturas bem trabalhadas, dificilmente se percebia alguma repetição nos cenários e os personagens eram muito bem feitos. Quando mostrei o jogo outro dia para o Fabio (um carinha que escreve aqui nesse blog também, vocês já devem ter lido algo) a única coisa que ele disse foi "NOSSA!!!" O desenho dos personagens era feito pelo Akihiko Yoshida, se você já jogou Final Fantasy Tactics sabe sobre quem estou falando, se conhece, tem aqui algumas ilustrações:
A trilha sonora é toda orquestrada e muito bem feita combinando muito bem com o jogo, só acho uma pena que apesar da boca dos personagens se moverem, não há vozes no jogo, todas as falas aparecem em balões, como em histórias em quadrinhos.
A história se passa em sua maior parte na cidade de Leá Monde (muito bem inspirada em St Michel e Saint-Émilion na França) que fica no reino de Valendia. Fundada a milhares de anos pela sacerdotisa Müllenkamp, a mulher que aparece dançando na introdução do jogo, a cidade já foi o centro de seu culto até a guerra civil quando foi transformada pelos monges do reinado em uma metrópoles grande produtora de vinho. E finalmente 25 anos antes do jogo, um grande terremoto matou todos seus habitantes, fazendo com que a magia negra voltasse a ficar forte no local.
A trama do jogo se desenvolve na disputa entre os Valendia Knights of Peace, os Crimson Blades e o Culto de Müllenkamp pelo domínio da cidade e aquisição do Gran Grimoire um dos livros de magia mais poderosos, sendo que você controla o personagem Ashley Riot, um risk breaker dos VKP. Cheio de reviravoltas no enredo, acho que não posso contar muito mais do que isso sem estragar as surpresas.
(O nome Risk Breaker só pode vir do fato dele usar
essa calça que parece que deixa as nádegas de fora)
O gameplay é um misto de ação em tempo real e ação baseada em turnos. Você controla o personagem livremente pelo cenário e quando sua barra de ação enche pode desferir um golpe (ou combo se tiver boa coordenação) no inimigo, desde que ele esteja dentro do alcance da sua arma. Muito complexo, há vários golpes (mas só é possível usar 3 por vez) e muitas armas, todas elas customizáveis. Não há lojas, afinal todas as pessoas da cidade morreram e ninguém visitaria uma lugar mal assombrado para montar uma vendinha, mas existem oficinas abandonadas onde o jogador monta seus próprio itens. E ainda há o treino: quanto mais criaturas do mesmo tipo você derrotar, mais fácil fica acertá-las com o tempo.
E ainda possui o fator replay muito bom, mesmo em uma época que não haviam achievements, trophys e afins, esse jogo era muito divertido para se jogar de novo e descobrir coisas novas!
Para falar a verdade, não sei porque coloquei a tag game aqui. Vou escrever sobre TRAUMA que é vendido na loja virtual de jogos STEAM, mas para mim é muito mais um filme interativo do que um jogo. A protagonista desta história sofreu um acidente e agora nós estamos navegando em seus sonhos, reconstruindo sua personalidade, vivendo seus medos e observando suas memórias.
É um jogo indie projetado e produzido por Krystian Majewski, com músicas de Martin Straka e as vozes de Anja Jazeschann e Steve Hudson. Feito totalmente na Alemanha, possui fotografias lindas e um projeto gráfico bem legal, adorei principalmente a solução que tiveram para mostrar o acidente de carro sem fazer um vídeo pesado ou vulgar.
Infelizmente nem tudo são flores, os efeitos em 3D possuem uma qualidade inferior em relação ao resto das imagens e o jogo todo não possui imagens em HD, ou seja, o jogo fica muito mais feio em full-screen. Levando em conta que foi lançado apenas para PC, isso é uma falha.
Para quem gosta de histórias interessantes, com uma pitada de misticismo e curte adventures, este jogo é bem legal, mas não recomendo comprar não, se tiver uma conexão de internet razoável, jogue gratuitamente no site oficial aqui.
The Tatami Galaxy (título original: Yojohan Shinwa Taikei) é uma série em anime baseada num romance japonês de mesmo nome, escrito por Tomihiko Morimi. A série foi exibida entre o final de 2010 e começo de 2011 no Japão e teve duração de 11 capítulos.
A história é contada por "eu" (Watashi), já que o narrador é o próprio protagonista, um estudante universitário de Kyoto. Ele narra os acontecimentos de sua vida desde que entra na faculdade a partir do momento em que se inscreve em um dos vários círculos sociais que existem no campus.
Até aí tudo bem, parece só mais uma historinha de estudante japonês e suas desaventuras amorosas. O diferencial está na inscrição do círculo social. A cada capítulo novo, a história volta no começo de tudo, e o protagonista se inscreve em um círculo diferente, ou seja, passamos a ver universos paralelos de sua vida, onde mostra a rotina dele em cada um dos círculos ("clube do tênis", "apreciação de filmes" e até absurdos como "vendedores de mel") apesar de que em todos eles aparecem os mesmos coadjuvantes e até mesmo algumas situações se repetem, apesar de serem em contextos diferentes. E tudo isso culmina em um final que... bom, digamos que tudo faz sentido.
O que mais chama a atenção neste anime é o traço. O character design ficou por conta do artista Yusuke Nakamura (mais conhecido por ser responsável pelas capas dos discos da banda Asian Kung-fu Generation), que tem um traço bem fora do comum de animes / mangás tradicionais.
O anime segue fielmente seu estilo, de linhas simples e limpas, e brinca bastante com cores e texturas que normalmente pareceriam totalmente fora de contexto, criando um mundo bastante colorido, um tanto nonsense, e com um certo ar de nostalgia, já que uma das principais características de Nakamura é criar ambientações que lembram o Japão dos anos 50-60.
Mas o anime não é só belo, é bastante divertido também! A narração do protagonista é extremamente detalhada e acelerada, bem difícil de acompanhar, lembrando a sensação de uma pessoa pensando de verdade em tempo real. Algumas situações beiram o absurdo, e a excessiva cartunização de certos personagens chegam a ser extremamente engraçadas, em contraste com os que têm feições mais comuns.
Gosto bastante desta série por ser bem diferente de animes mais tradicionais, tanto pela narrativa quanto pelo traço e animação em si. É uma boa opção pra quem gosta de animações japonesas mas que está procurando algo diferente do que está acostumado, e quer se divertir. Aliás, neste último quesito, Tatami Galaxy se saiu muito bem. Quem tiver a oportunidade de assistir, recomendo muito.
Ah, segue a introdução da série. A música é do Asian Kung-fu Generation: